domingo, 21 de setembro de 2008

O Futuro no/do presente.

Nosso futuro até pode ser incerto.
Mas é construído por meio de nossas ações do presente.
Uma virada pra esquerda em vez da direita. Uma escolha tomada em vez de outra. Um caminho trilhado em vez de outro. São pequenas ações que podem fazer a diferença no futuro que teremos pela frente.
Mas como tomar decisões certas? Como saber se elas são as melhores possíveis?
Eis o problema! Não sabemos!
Não podemos saber até que as consequências nos atinjam. E cabe a nós, o difícil peso de tomar decisões. E independente da idade, elas sempre são difíceis. Podem mudar o rumo de nossas vidas ou mantê-las em um destino já estabelecido.
Espere um pouco! Já estabelecido?
Essa é a grande questão a se pensar. Podemos interferir no futuro ou tudo já está traçado e somos atores vivendo uma peça escrita?
Seja como for, uma coisa é certa: toda ação possui uma reação equivalente.
Por isso é importante pensar antes de agir. Pensar não só no agora, mas no depois.
E ao reconhecer um erro no caminho, tenha humildade e força de vontade, não para tentar apagar o que está errado, mas para corrigi-lo.

Gilberto Cardoso, professor.

sábado, 13 de setembro de 2008

O Lobo mau não anda nas florestas!

"Sabe quem está falando?"
Espere um pouco! A frase está meio desatualizada. Vamos modernizá-la.
"Sabe quem está teclando?"
O Mundo mudou. E a comunicação entre as pessoas também.
Tornou-se mais impessoal. No apertar de uma tecla. O problema é não saber quem está do outro lado. Não saber quem está falando de verdade.
Nos últimos anos, os crimes via Internet cresceram de forma assustadora. Vivemos a onda do relacionamento digital. Amaldiçoados sejam os que não têm perfil no Orkut. Que sejam banidos os pobres-coitados que não usam o Msn. O analfabetismo digital virou uma praga a ser combatida.
E por causa disso, as portas de nossas casas podem estar abertas para visitantes indesejados.
É como a velha fábula da "Chapéuzinho Vermelho" transportada para o século atual. Apesar dos constantes avisos, ela insiste em ir pelo caminho da floresta. Entretanto, em nossos dias, os "Lobos" não habitam a selva.
Estão on line.
E podem ser detidos através do toque em uma tecla. Por mãos conscientes e mentes pensantes.

Gilberto Cardoso, professor.

Chinismo!

O Mundo abriu os olhos em direção a China não fez o mesmo. Acabaram-se as Olimpíadas e uma pergunta ficou no ar: Valeu a pena?
Se o objetivo era mostrar superioridade no campo desportivo e ostentar um invejável poderio econômico, as Olimpíadas valeram e muito. Mas e o tão celebrado "espírito olímpico?" Ele consegue resistir aos diversos ataques aos direitos humanos cometidos pelo governo chinês? Exploração de mão-de-obra operária, a ocupação e opressão ao Tibete, a "muralha chinesa" sobre a Internet e outros meios de comunicação, tudo isso nos leva a questionar o valor dos jogos de Pequim. Afinal de contas, suprimir a liberdade em troca de um show para ficar na história é o preço a se pagar?
Essa é uma questão a se pensar.
Os jogos olímpicos já foram usados como bandeira política no passado, mas o último foi mais do que isso. O que incomoda mais é a atitude conivente, passiva, das grandes potências. Tudo pela oportunidade de lucros avantajados no mercado chinês, que abriu-se sorridente para o Capitalismo.
Isso é cinismo.
No mais alto grau. E com consequências sérias. Não só para um país, mas para a humanidade.

Gilberto Cardoso, professor.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Vou colar em Lula!

Apesar de tudo, o povo ama Lula.
Tá certo que o "povo" na verdade é a massa de brasileiros humildes e trabalhadores espalhados por nossa imensa nação e que os mesmos, por falta de uma educação de qualidade, não têm consciência crítica pra enxergar o que há por trás dos discursos populistas e da cara de pobre do nosso presidente. Mas ainda assim, ele é amado. Foi blindado pelo povo. Podem chover denúncias de corrupção, mas elas não grudam em Lula. O cara sempre sai ileso. É quase um Superman da política brasileira.
Quase.
E é por isso que tanta gente quer colar em Lula. É até interessante isso. Anos atrás, a simples menção do "Barbudo comunista do PT" faria alguns candidatos sairem correndo. Hoje em dia, a correria continua. Mas em direção a Lula. Correm para figurar ao lado dele numa foto, para aparecer colado com ele em alguma manifestação pública. Na verdade, descobriu-se que Lula não é humano. É uma mina de ouro. Um objeto valioso que traz sorte, benefícios para quem se utiliza dele.
Em nossa cidade, "Oposição" e "Situação" estão com Lula. O verdureiro e o filho do deputado também.
E eu vou colar em Lula, é claro.
Pessoas desconfiam da minha integridade moral, da minha honestidade? Nada que uma foto ao lado de Lula não resolva. É tiro e queda pra restaurar minha credibilidade ameaçada.
Minha esposa desconfia de minhas constantes saídas noturnas? Basta mostrar minhas credenciais lulistas para o amor eterno reinar em meu lar.
Acredito que todo brasileiro deveria ter uma foto de Lula para colar em casa. O país não iria mudar, mas uma onda de otimismo iria varrer a sociedade.
Sociedade unida, melhor e ... colada em Lula!

Gilberto Nunes, professor.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Por alguns segundos apenas.

Hoje, me sinto bastante incomodado.
Um aluno, geralmente maduro e com cabeça no lugar, cometeu um erro que poderia ter consequências maiores não fosse a provisão de Deus.
E o que me incomodou não foi o erro em si, já que como somos humanos somos sujeitos a cometê-los. O que mexeu comigo foi a fração de segundos em que uma decisão errada é tomada e as consequências que advêm dela. O que aconteceu com o menino citado acima é apenas uma prova de que ações impulsivas podem trazer problemas a todos. E tudo em segundos apenas.
Deixamos que as emoções tomem conta, substituímos a razão e pronto. Erro cometido, mas que poderia ser evitado.
Hoje, um problema maior foi evitado, mas quem garante que amanhã vai ser assim?
Nossa geração é estimulada a violência constante, quer por filmes, quer por desenhos ou quaisquer outros programas de televisão. E o que nós, Pais e Educadores, fazemos? Ou devemos fazer?
Ficar parados observando a vida passar? Lamentar a atitude perniciosa de nossa juventude? Ou simplesmente lavar as mãos?
Penso de outro modo.
Ensino adolescentes na faixa dos 12 aos 15 anos e sei que eles podem gerar resultados excelentes se forem estimulados a tanto. Podem fazer maravilhas se forem bem orientados. Mas também são capazes de atos terríveis, como qualquer outro ser humano , se forem deixados sem orientação, sem um guia para direcionar a vida. Daí, a grande importância do diálogo. Especialmente, nessa faixa de idade. É através do diálogo que podemos resolver diferenças, construir caminhos, quebrar barreiras. Há muitos meninos e meninas por aí que só esperam uma oportunidade para falar, para ouvir. Para sentir-se amado ou amada.
Criancas que são amadas geram tornam-se adultos amorosos. E isso é fato comprovado.
Conversando com meu aluno, deu pra perceber aquele brilho nos olhos típico de alguém arrependido, mas com dificuldade de reconhecer o erro. E naquele momento, uma convicção veio em minha mente: eu amo o ensino. É por isso que sou um educador. O salário nunca vai ser dos melhores, mas não há dinheiro no mundo que pague a sensação de ajudar alguém, de dar apoio a alguém. De mostrar que sempre existe uma outra opção, além daquela que nos é mostrada pela sociedade desigual em que estamos inseridos.
Acredito que meu querido amigo aprendeu uma lição hoje. Talvez seja difícil colocá-la em prática, mas o crescimento humano começa pela conscientização do que nós somos e do que podemos ser. E alguns segundos podem fazer a diferença, mas também podem ser a linha divisória entre a imaturidade e o amadurecimento.
Que Deus abençõe para que o segundo sempre reine sobre a primeira.


Gilberto Cardoso, professor de Língua Portuguesa.

sábado, 9 de agosto de 2008

A Prova não prova... mas aprova. E reprova!

Começou a temporada de caça. Caça às notas.
E é cada um por si e a "pesca por todos. Ao menos, é assim que funciona na maioria das escolas.
Por quê?
Não é complicado achar uma resposta. Quando a Educação("trazer para fora") é trocada pelo ensino("de fora para dentro"), o que fica é a sensação do Não-Saber. Não sabendo, você abraça a decoreba. Decoreba que é descartável, limitada e que não desenvolve a mente.
Ela rende aprovação, mas não traz conhecimento.
Entretanto quem está preocupado em obter conhecimento? O que importa é a nota! Você nota?
Compreende o que permanece por trás dessa maneira de pensar, de ensinar?
Essa prática gera "alunos", pessoas sem luz que precisam de notas padronizadas por um sistema educacional para se sentirem completos.
Entenda bem. O problema em si não é a prática da avaliação, mas a maneira como ela é encarada por professores e alunos. Ela não deve ser tábua de salvação para os estudantes e nem deve ser instrumento de punição para o professor usar no controle da turma.
Ela é parte de um processo educacional realizado diariamente na sala de aula.
Não deveria existir um "tempo de provas". Essa prática só condiciona as pessoas a serem "alunos". Pense um pouco e liberte-se da "tirania das notas".
Tenha cada aula como uma oportunidade de crescimento e os resultados esperados virão como consequência.
Enquanto uma mudança da atitude não acontecer, provas irão continuar aprovando, reprovando e condicionando. Fazendo com que você tire "dez" e coloque "zero" no tão precioso depósito, que é sua mente.

Gilberto Cardoso, professor de Língua Portuguesa.

domingo, 3 de agosto de 2008

Será que ele é??? E se for, muda alguma coisa???

Sabe aquele talentoso galã da novela das oito? O cara corta dos dois lados
E aquele carismático apresentador da TV? Descobriram recentemente que ele é muito "delicado".
Sim, mas e daí?
Desde quando opção sexual interfere na capacitação profissional ou no talento de alguém?
Sabemos que não. Porém o que mais se vê é esta associação equivocada.
E isso tem nome: preconceito. Que se não for contido, vira homofobia. O que independentemente da crença religiosa não é algo bom
O preconceito sexual é apenas mais uma faceta de um velho problema da humanidade : a falta de tolerância para o que é diferente .
Sempre defendemos uma bandeira. A bandeira do respeito para com tudo e para com todos.
E respeitar não é necessariamente concordar. Mas sim procurar entender quem pensa ou age diferente de nós.
A intolerância manda que minha crença, meu modo de pensar sejam impostos a todos. O bom senso ensina que o Outro tem direito de pensar diferente de mim e eu tenho o dever de respeitar esse direito.
E por mais difícil que seja para alguns aceitarem este fato, não somos Deus. Somos criação dEle. Todos nós.
E cabe a Ele julga o que fizemos ou deixamos de fazer

Gilberto Cardoso, professor de Língua Portuguesa.