sexta-feira, 30 de maio de 2008

Curta cultura.

Estão batendo em você. Diariamente.
E lhe oferecem curativos para poder bater novamente.
Você não percebe pois está ocupado em não se deixar "manipular " por ninguém. Não nota as correntes, porque são invisíveis. Localizam-se na sua mente, a melhor prisão do mundo. A verdade é que a melhor maneira de aprisioná-lo é dando-lhe uma sensação de liberdade. Quanto mais "livre" você acha que é, mais envolvido na teia fica. O "Múltipla Escolha" não lhe dá alternativas. Retrata uma realidade fantasiosa de um país que insiste em existir, ainda que nunca existirá.
Você engole tudo o que é transmitido ou para pra mastigar? Os Leões, Ratos e outros animais da vida transformam as noites em um festival de bobagens. O argumento usado é que é disso que o povo gosta. Mas como gostar de caviar, se só me oferecem ovo frito? Você até poderia mudar de programa, mas pra qual? O lixo é o mesmo. Só mudam as latas.
Porém, existe o canal proibido. As pessoas passam por ele e viram o rosto. A simples menção do seu nome causa horror às massas populares. A única rede que Tem V alor Educacional não é campeã no Ibope. Entende-se o porquê de tantos cegos no país.
Curta a cultura brasileira, mas não essa cultura curta. A Moldar Te Vamos continua na sua, na dele, na mente de várias pessoas.
Que tal jogarmos bombas nos E.U.A. pra resolver o problema?
É. Essa seria a solução deles. A nossa é outra. A diversidade cultural é boa, traz benefícios. A supremacia e colonização cultural, não.
Abra sua mente. Amplie seu leque cultural, mas guarde o melhor assento para o Brasil.
Nossa terra, nossa gente agradece a primazia.
E, quem sabe um dia, o Brasil possa se vê em sua própria TV.

Gilberto Nunes, professor de língua portuguesa e admirador da cultura terrestre

Chute um professor.

Decididamente, professores não sabem lidar com o país. E o país não sabe o que fazer com eles. Professores são um mal pra sociedade. Um deles passou oito anos governando a nação e pediu que as pessoas esquecessem o que ele havia escrito no passado. Se bem que o povão não leu mesmo os seus livros.
O problema dos professores está na falta do que fazer com eles. Colocá-los pra ensinar?
Não. Isso é pedir demais. Esperar que deixem de ser professores? Impossível. Um professor sempre será um professor. E há deles em todas as áreas, de todos os tipos.
Na TV , eles dominam as audiências. São professores-apresentadores que tem um conselho, uma opinião para tudo. Ainda que não entendam nada sobre o assunto.
É. Você está cercado. E o pior: ainda pode virar um.
Mas a coisa não é tão ruim assim. O governo gosta dos professores. Eles são utéis para manter " o pão e o circo públicos". O povo começa a reclamar, coloca-se um professor para falar. Ou cantar. Ou dançar. As possibilidades são várias.
E para valorizá-los ainda mais, os professores ainda geram alunos que serão professores mais adiante.
E um ciclo é formado. E pode ser quebrado.
Os estudantes devem " chutar" os professores. Valorizar os educadores, que são uma espécie cada vez mais rara. Mas procurando dá pra encontrar. É o caso do Brasil.
Porém, o quê esperar de uma nação onde o presidente não é um professor, mas age como se fosse?

Gilberto Cardoso, estudante de Letras da UEMA e educador da Escola Padre Maurício

Cansou de ser otário?

Você vai dizer que sim. Vai afirmar com toda certeza que nunca foi otário. Mas tudo bem. Os otários nunca reconhecem que são, pois se reconhecem deixariam de ser.
E você é um otário, Nos somos otários. Ou pelo menos, querem que sejamos. Sendo um fica mais fácil sustentar o sistema político desigual do país. Usam as escolas como instrumento de comodismo e conformação. Querem barrar seus pensamentos ou então direcioná-los para uma atitude conformista. Para, que você acredite que está tudo bem e não lute pela mudança.
Por essa razão, tenha sempre uma postura crítica. Avalie o que você ouve ou lê. Aqueles que ensinam não são donos da verdade e podem usá-lo para manipulá-lo.
Os otários são as primeiras vítimas do monstro caolho, um verdadeiro camaleão programado para programar você.
Um país de otários nunca vai avançar: Vai continuar sendo cadeira para outros sentarem.
Não seja mais otário. Abra os olhos da mente. Não engula tudo aquilo que lhe oferecem.
Os otários acreditam que o país precisa “mudar”, mas não participam da real mudança. São corruptos nas pequenas coisas e alimentam redes que manipulam a sociedade.
Mas todo otário pode avançar. Pode ser curado da “Otarice”. Entretanto, os otários existem porque tem um papel fundamental na estrutura da sociedade. Sabe como é. Otários não pensam direito, mas votam certinho.
E de otário em otário formamos uma nação subdesenvolvida.
Nós podemos ser otários, mas vamos continuar?
Chega! Cansei de ser otário! E você?

Texto escrito por Gilberto Nunes, Professor da Escola Padre Maurício e estudante de Letras da UEMA(gilnunes16@hotmail.com)

Se não fosse o soldado...

"... A paz queremos com fervor.A guerra só nos causa dor..."

Gênio. A pessoa que escreveu este trecho do hino do soldado é um tremendo gênio. Nunca uma música retratou tão bem a realidade daqueles a quem ela se refere.
Numa guerra, quem vai pra linha de frente é o valoroso soldado, que é sempre o primeiro a morrer e o último a ser lembrado. Datas como o "dia do soldado" servem pra exaltar o "amor pela pátria", mas esquecem de dizer que a pátria tem "amos". Senhores da guerra que ficam em seus gabinetes traçando planos de batalhas, enquanto soldados vão pro campo, derramar o sangue que servirá para estabelecer, geralmente, o domínio de uma nação sobre outra. Infelizmente, isso acontece porque a "indústria da guerra" movimenta enormes quantidades de dinheiro no mundo. A guerra gera lucros e por isso é constantemente alimentada.
E no final da batalha, quem se dá mal mesmo é o soldado, que morre distante da família, dos amores, do lar. Movido por um sentimento de "amor à pátria". Levado a resolver com armas conflitos que em sua maioria poderiam ser solucionados no campo político.
Entretanto, é isso que os governantes querem: pessoas que lutam no lugar deles, enquanto os mesmos estão se beneficiando dos prazeres que o poder oferece.
E é claro que os soldados devem ser lembrados, mas não como aqueles que morreram em uma guerra desnecessária ( se é que existe " guerra necessária" ) e sim, como seres humanos que tem um valor imenso e não deveriam dar a vida, enquanto os comandantes protegidos em seus escritórios elaboram novos e práticos jogos de guerra.

Gilberto Nunes, professor de Língua Portuguesa da Escola Padre Maurício e estudante de Letras da UEMA.

Venha para o P.D.C.

Seguinte: O Maranhão está no rumo certo, nosso município caminha para o progresso e o país finalmente entrou num verdadeiro processo de mudança. Pronto! Agora vamos repetir isso várias vezes até virar realidade.
Não! Eis uma idéia melhor: apenas mentalize o que você leu acima. Tenha pensamento positivo e num passe de mágica o sonho vira realidade. Peraí, e se não virar?
Bem, então é necessário ver o que não querem que você veja.
O Maranhão continua debaixo dos mandos e desmandos de um mesmo grupo político oportunista, ganancioso, que apóia todo governo que vai beneficiá-lo. E a mesma visão temos nos município da ilha. Asfalto é bom, mas não é tudo. O negócio é que obras faraônicas dão Ibope e são um belo painel de trabalho.
No Brasil, as obras públicas funcionam assim: se não super-faturadas ,são super-valorizadas. Não investe-se em algo duradouro, como a educação. Educação não dá ibope. Traz é dor de cabeça.
Já imaginou? Como vão ludibriar um povo educado? Por isso gasta-se reais em propagandas, músicas, campanhas. Tudo para acreditar que as coisas estão melhorando. E se eu achar que tudo está bem, porque vou querer mudar?
Vamos lá. Seja um chato. É melhor do que ser mula, que carrega nos lombos as trapalhadas do Lula. Formemos um partido. O P.D.C.( Partido do Contra).
Não vamos ter plano de governo. Seremos apenas contra tudo o que está aí. E quando repararem na gente, começaremos a emitir opiniões.
Se não tivermos nenhuma, paciência. É melhor calar do que falar demais. O PT está aí pra servir de exemplo.

Gilberto Nunes, professor de língua portuguesa da Escola Padre Maurício e estudante de Letras da UEMA ( gilnunes16@hotmail.com)

Querem matar o João!

Pobre João! Nos últimos anos anda tão comentado, anda tão badalado. È o João do Maranhão. Mas será que realmente é o João? Ele parece um pouco diferente. Ficou mais modernizado, virou produto de exportação. Sim. E que problema há nisso? O João não é o que temos de melhor? Vamos pensar um pouco, olhar além da aparência que nos é apresentada. O João que é cultuado é o original?
Nos tempos atuais, "pequenas inovações" tem descaracterizado o João. Para levantar as coisas, tiramos algumas. Roupas, por exemplo. Colocamos uma pintada de sensualidade ( para alguns necessária) nas coreografias das danças. E pronto! Temos um João renovado.
Ei! Mas onde é que fica a preservação da cultura da terra?
Não fica! Para atender as "exigências do mercado" precisamos "endireitar" a cultura, torná-la mais comercial.
É por isso que estão matando o João. Não fisicamente, mas na essência. Tirando dele aquilo que que lhe é próprio.
É preciso preservar o João. Ele guarda a cultura do Estado. Em meio a tantos grupos musicais com nomes esquisitos é complicado preservar os ritmos da terra. Ou alguém aqui ( incluído-me) conhece, decorada, uma toada legítima?
E o pior: Ainda usam o João para esconder a realidade.
Pobre João. O que será dele no futuro?
Aliás, João tem futuro?
Pense nisso!


Gilberto Nunes, estudante do curso de Letras da UEMA e professor da Escola Padre Maurício(gilnunes16@hotmail.com)

" Coação de estudante..."

A onda do momento é apoiar os movimentos estudantis. Sua carreira política não vai bem? Apóie oe estudantes. Sua imagem de político honesto foi arranhada? Não tem problema. Financie festividades para os estudantes.
Eles são de grande utilidade. São novos. Dispostos a lutar por uma causa ( ainda que não a conheçam direito). São fáceis de serem comprados. Os estudantes são a solução para a crise política do país. Pelo menos, é o que muita gente acredita.
A maior parte do movimento estudantil não é estudantil. É político. Em vez de lutar pela educação, anda segundo os ditames do patrão. Um bom exemplo é a postura da UNE ( União Nacional dos Estudantes). O atual governo conta com o apoio dela. O mesmo governo que gasta bilhões em pagamento de juros da dívida " eterna" trata a educação de maneira vergonhosa.
E o quê isso tem a ver? Simples. Movimentos estudantis devem lutar pelos estudantes, sendo automaticamente contra as medidas do governo, que geralmente não são em favor daqueles que realmente precisam. Os estudantes tem uma história de luta no país. História que é manchada pelas ações de grupos políticos manipuladores, que pensam no proveito próprio e não no bem da coletividade.
No Maranhão, é claro, não é diferente. Ou você já esqueceu do sumiço do dinheiro da UMES, que estava guardado em cofre? Parece brincadeira, mas isso é o mínimo. O que dizer de um movimento estudantil que é apoiado por políticos que no passado foram contra a melhoria da educação no estado? Dá pra confiar?
Caro estudante, não se UNE. Não caia nos costUMES dos grupos estudantis. E neste caso, não AME tudo o que vier pela frente com o rótulo de " em defesa dos estudantes".
Lute por seus direitos, mas antes pense direito.

Gilberto Nunes, professor e estudante de Letras da UEMA e professor da Escola Padre Maurício(gilnunes16@hotmail.com)