Há um preconceito linguístico enorme no país. Uma visão de que não sabemos falar português e, quando falamos, ainda massacramos a pobre língua. Entretanto, é craro que iço não é verdade. A diversidade linguística deve ser levada em conta ao se estudar a língua. Os que falam um português "errado", na verdade estão se comunicando por meio de uma variação da língua, diferente do padrão gramatical. A norma gramatical é uma, mas não a única faceta da língua. Entretanto, milhões de brasileiros acreditam cegamente que falam errado, que não conhecem a língua do país em que nasceram. Pertencem as classes pobres, desprovidas de saúde, infra-estrutura, educação de qualidade. Há algum probrema niço?
Vários, mas o principal é o político-social. Pense. Os pobres são os que falam "errado", que envergonham a língua. Os ricos são os que falam "certo", que sabem valorizar a língua. Os que mandam em nosso sistema político através dessa ideologia do falar "certo" e do falar "errado", acabam oprimindo a população taxando-a de incompetente linguística. Será que até na fala o capitalismo quer mandar? Quer. E os cursos de gramática da língua submissos aos programas de seletivos e concursos são uma prova disso.
Portanto, tente construir um avisão diferente da língua. Uma visão revolucionária. Caso contrário, o título deste texto será um arealidade na tua vida e você continuará levando "porrada" daqueles que se consideram guardiões da língua portuguesa.
Pense nisso!
Gilberto Cardoso, Estudante do curso de Letras da UEMA.
domingo, 27 de abril de 2008
É melhor perder a piada.
Gorducho.Palito.Cabeção.Nanico. Você conhece tais apelidos. Conhece até mesmo outros piores. São comuns em quase toda roda social. Atire a primeira pedra aquele que nunca fez um piada sobre as características físicas de outra pessoa. No mundo isso já é normal. E muito prejudicial.
A violência moral, além de causar danos a auto-estima do indivíduo, gera a intolerância entre as pessoas. Não conseguimos aceitar o outro do jeito que ele é. Temos que curtir com a cara dele, zombar de suas características físicas que não são compatíveis com o padrão de estética estabelecido pela mídia, que utiliza a imagem como palha para alimentar o sistema comercial mundial.
O primeiro passo na solução para o problema é a tolerância para com as diferenças existentes nas pessoas. Todos temos o mesmo valor, mas possuímos diferenças que nos individualizam. Respeitar tais diferenças é amar ao próximo. Amar ao próximo é amar a Deus. gatamos muito tempo rindo da cara dos outros e não dizemos o quanto eles são importantes, especiais para nós. A sociedade estimula você à pratica da violência moral. Mas você não é obrigado a ir atrás. existe uma outra alternativa: o amor. Você pode amar as pessoas. Elogiá-las. Valorizar suas qualidades e não seus defeitos.
O velho ditado" Perca o amigo, mas não perca a piada" deve ser deixado. Levando em conta a situação da humanidade atual, é melhor perder a piada.
Pense nisso.
Gilberto Nunes, professor da Escola Padre Maurício.
A violência moral, além de causar danos a auto-estima do indivíduo, gera a intolerância entre as pessoas. Não conseguimos aceitar o outro do jeito que ele é. Temos que curtir com a cara dele, zombar de suas características físicas que não são compatíveis com o padrão de estética estabelecido pela mídia, que utiliza a imagem como palha para alimentar o sistema comercial mundial.
O primeiro passo na solução para o problema é a tolerância para com as diferenças existentes nas pessoas. Todos temos o mesmo valor, mas possuímos diferenças que nos individualizam. Respeitar tais diferenças é amar ao próximo. Amar ao próximo é amar a Deus. gatamos muito tempo rindo da cara dos outros e não dizemos o quanto eles são importantes, especiais para nós. A sociedade estimula você à pratica da violência moral. Mas você não é obrigado a ir atrás. existe uma outra alternativa: o amor. Você pode amar as pessoas. Elogiá-las. Valorizar suas qualidades e não seus defeitos.
O velho ditado" Perca o amigo, mas não perca a piada" deve ser deixado. Levando em conta a situação da humanidade atual, é melhor perder a piada.
Pense nisso.
Gilberto Nunes, professor da Escola Padre Maurício.
Sentados no Brasil.
Em meio a crises de segurança pública e econômicas, aliadas a uma decadência moral e ética, 506 anos passaram-se no Brasil. A data é pouco comemorada. Para alguns até esquecida. Substituída pela "trágica história mineira".
Portanto, é preciso redescobrir o Brasil.Ou descobri-lo de verdade. Não é comemorar o saqueamento colonial-europeu ou a dominação ideológica -político- americana. Mas celebrar a construção de nosso país. Ele não é aquilo que nós queremos, mas tornou-se aquilo que nós fizemos dele. Tudo por causa de um visão distorcida da pátria, que nos leva a agir como se cada alçao cometida fosse individual e não afetasse a coletividade.
Observe o ciclo pernicioso que começa com um simples "estou apenas sentado". Estando apenas sentado, não aprendo o que me é transmitido. Não aprendendo, não vou desenvolver a minha mente e nem obter os conhecimentos necessários para alcançar meus objetivos. Não alcançando-os, um sentimento de frustração e incapacidade toma conta da minha mente. Tais sentimentos fazem com que palavras como "mudança" e "desenvolvimento" tornem-se apenas palavras. E no futuro, gero outras pessoas que também ficarão apenas sentadas.
O que você vai fazer com estas palavras é um "problema" seu, mas o resultado de suas ações é algo que afeta a todos.
Nestes 508 anos , o país não mudou muito porque muitos ficaram apenas sentados. Sofreram nas mãos dos colonizadores, mas ficaram sentados. Passaram por guerras, lutas, crises, ditaduras e permaneceram sentados.
E vão permanecer, até cederem o lugar para outro. Estão apenas sentados no Brasil. E não pelo Brasil.
Gilberto Nunes, estudante de letras da Uema
Portanto, é preciso redescobrir o Brasil.Ou descobri-lo de verdade. Não é comemorar o saqueamento colonial-europeu ou a dominação ideológica -político- americana. Mas celebrar a construção de nosso país. Ele não é aquilo que nós queremos, mas tornou-se aquilo que nós fizemos dele. Tudo por causa de um visão distorcida da pátria, que nos leva a agir como se cada alçao cometida fosse individual e não afetasse a coletividade.
Observe o ciclo pernicioso que começa com um simples "estou apenas sentado". Estando apenas sentado, não aprendo o que me é transmitido. Não aprendendo, não vou desenvolver a minha mente e nem obter os conhecimentos necessários para alcançar meus objetivos. Não alcançando-os, um sentimento de frustração e incapacidade toma conta da minha mente. Tais sentimentos fazem com que palavras como "mudança" e "desenvolvimento" tornem-se apenas palavras. E no futuro, gero outras pessoas que também ficarão apenas sentadas.
O que você vai fazer com estas palavras é um "problema" seu, mas o resultado de suas ações é algo que afeta a todos.
Nestes 508 anos , o país não mudou muito porque muitos ficaram apenas sentados. Sofreram nas mãos dos colonizadores, mas ficaram sentados. Passaram por guerras, lutas, crises, ditaduras e permaneceram sentados.
E vão permanecer, até cederem o lugar para outro. Estão apenas sentados no Brasil. E não pelo Brasil.
Gilberto Nunes, estudante de letras da Uema
Um conto curto para alongar sua mente
Cultura e Brasil não conseguiam se entender. Viviam brigando. Não entravam em acordo sobre nada. Então, Brasil resolveu radicalizar. Seguiu os conselhos do Tio Sam e arranjou uma gringa como amante. O romance foi meio difícil no começo e passoua ser insuportável com o passar dos meses. A gringa era muito mandona. Mandava no Brasil e ditava seus costumes.
A Identidade Nacional foi a primeira a deixar Brasil.Sentiu-se traída, abandonada. Sem identidade, Brasil afogou-se ainda mais nos braços da amante.
Entretanto, o romance incomodava muita gente. Velho Mundo, esperto como ele só, ofereceu a Brasil seus dotes preciosos. E Brasil aumentou sua lista de amores.
Chegou o dia em que Cultura não conseguiu mais disfarçar. Jogou na cara do Brasil seus casos extra-conjugais. Brasil negou, é claro. Mas como negar o que todos estão vendo?
Cultura não aguentou e deixou Brasil. Sem Cultura, os filhos do Brasil ficaram sob a tutela da gringa. E Tio Sam conseguiu o que queria: expandir seu império de influência. Em algum lugar da mente, Brasil sabe que está sendo enganado. Sabe que quem o USA não o ama.
Mas Brasil perdeu o ânimo sem Cultura. Seus filhos abraçam Tio Sam e suas idéias. E ouvem contos pra moldar as mentes.
E Cultura? Está em algum lugar por aí, esperando que um de seus filhos a encontrem.
Gilberto Cardoso, professor de língua portuguesa da escola Padre Maurício
A Identidade Nacional foi a primeira a deixar Brasil.Sentiu-se traída, abandonada. Sem identidade, Brasil afogou-se ainda mais nos braços da amante.
Entretanto, o romance incomodava muita gente. Velho Mundo, esperto como ele só, ofereceu a Brasil seus dotes preciosos. E Brasil aumentou sua lista de amores.
Chegou o dia em que Cultura não conseguiu mais disfarçar. Jogou na cara do Brasil seus casos extra-conjugais. Brasil negou, é claro. Mas como negar o que todos estão vendo?
Cultura não aguentou e deixou Brasil. Sem Cultura, os filhos do Brasil ficaram sob a tutela da gringa. E Tio Sam conseguiu o que queria: expandir seu império de influência. Em algum lugar da mente, Brasil sabe que está sendo enganado. Sabe que quem o USA não o ama.
Mas Brasil perdeu o ânimo sem Cultura. Seus filhos abraçam Tio Sam e suas idéias. E ouvem contos pra moldar as mentes.
E Cultura? Está em algum lugar por aí, esperando que um de seus filhos a encontrem.
Gilberto Cardoso, professor de língua portuguesa da escola Padre Maurício
O canto dos encontros e encantos de uma vida passageira.
A vida não anda. Corre. E nessa correnteza, perde-se um de sua beleza. Culpa-se o mundo. Culpa-se a vida. Mas ela continua a correr. E a proporcionar encontros. Que nunca são acidentais, meras obras do destino. Mas fazem parte de um esquema universal. Cada encontro tem seu encanto. E cada encanto seu ponto de encontro. Sendo a vida passageira, os encontros também o são.
Mas o canto do encontro é eterno. Nele reside a força da amizade, a eternidade do amor. Os desencontros tentam tirar o encanto dos encontros. São inutéis tentativas, pois o encanto encantou-se com o encontro, produzindo um canto encantador.
Mas, ainda assim, a vida é passageira. Determinada a seguir seu rumo. Incansável em sua caminhada , até que o descanso final a alcance. Em compensação, seu encanto é eterno.
Toda amizade nasce como fruto do encanto de um encanto. Não serão simples desencontros, que irão desencantá-la.
O canto dos encontroos mostra seu indispensável amor. O encanto em cada encontro fortaleceu nossa irmandade. E a vida? Continua sendo passageira...!
Não perca tempo, irritando-se com os desencontros que surgiram, surgem e irão surgir.
Viva os encantos dos encontros. São eles que fazem a vida valer o ato de ser vivida.
Gilberto Nunes, professor e estudante de Letras da UEMA
Mas o canto do encontro é eterno. Nele reside a força da amizade, a eternidade do amor. Os desencontros tentam tirar o encanto dos encontros. São inutéis tentativas, pois o encanto encantou-se com o encontro, produzindo um canto encantador.
Mas, ainda assim, a vida é passageira. Determinada a seguir seu rumo. Incansável em sua caminhada , até que o descanso final a alcance. Em compensação, seu encanto é eterno.
Toda amizade nasce como fruto do encanto de um encanto. Não serão simples desencontros, que irão desencantá-la.
O canto dos encontroos mostra seu indispensável amor. O encanto em cada encontro fortaleceu nossa irmandade. E a vida? Continua sendo passageira...!
Não perca tempo, irritando-se com os desencontros que surgiram, surgem e irão surgir.
Viva os encantos dos encontros. São eles que fazem a vida valer o ato de ser vivida.
Gilberto Nunes, professor e estudante de Letras da UEMA
As crônicas do Mara: os laranjas, o mirante e a cafeteira.
Em uma terra não tão distante assim, um jogo de poder inicia-se. A cadeira do trono está vazia. Ou quase. O atual REInaldo não tá com a bola toda. Puxou o tapete da Poderosa, aquela cujo-nome-não-deve-ser-falado. Mas ela está de volta. Com mais Gana. Com mais Grana. Disposta a voltar ao comando.
Para tanto, precisava de auxílio. Procurou um considerável artefato de poder: a antiga cafeteira. A mesma que no passado a desprezou. Mas não há roteiro que não mude pela força do dinheiro. Aliança formada. Luta iniciada. Os alicerces da realidade foram abalados. Ou melhor reestruturados.
O debilitado castelo Mirante, abandonado pelo traiçoeiro REInaldo, foi restaurado. É a sede do poder daquela cujo-nome-não-deve-ser-falado. Com um pomposo castelo à disposição, uma luta ideológica é travada. Mas é necessário mais pra ganhar. Ganhar é pouco. O que se quer é monopolizar. É preciso acabar com qualquer tipo de futura resistência. E um plano é traçado. Laranjas são plantados. São doces, agradáveis, atraentes ao povo. E servem pra dividir as forças adversárias. O plano segue conforme o planejado.
E no reino do Mara, nuvens negras pairam no céu. E parecem que não vão sair. Até que...antigos habitantes, imunizados aos discursos daquela cujo-nome-não-deve-ser-falado, resolvem se unir. Recusam as graças do REInaldo e não são submissos à Poderosa. São poucos e taxados de loucos. Mas a epidemia se espalha. E chega no meio do povo. E o povo sai no meio. Das ruas. Das escolas. Das praças. Todos gritando: " A realidade não é essa. Vamos descobri-la." E eles foram.
E até hoje tentam. A luta não acabou. E pode mudar a vida. Os poucos que gritam sabem que suas vozes poderão ser abafadas. Mas nunca apagadas.
E a mensagem de libertação sempre será anunciada. Até mesmo por meio de crônicas. Como esta que você acabou de ler.
Gilberto Nunes, professor e estudante de Letras da UEMA.
Para tanto, precisava de auxílio. Procurou um considerável artefato de poder: a antiga cafeteira. A mesma que no passado a desprezou. Mas não há roteiro que não mude pela força do dinheiro. Aliança formada. Luta iniciada. Os alicerces da realidade foram abalados. Ou melhor reestruturados.
O debilitado castelo Mirante, abandonado pelo traiçoeiro REInaldo, foi restaurado. É a sede do poder daquela cujo-nome-não-deve-ser-falado. Com um pomposo castelo à disposição, uma luta ideológica é travada. Mas é necessário mais pra ganhar. Ganhar é pouco. O que se quer é monopolizar. É preciso acabar com qualquer tipo de futura resistência. E um plano é traçado. Laranjas são plantados. São doces, agradáveis, atraentes ao povo. E servem pra dividir as forças adversárias. O plano segue conforme o planejado.
E no reino do Mara, nuvens negras pairam no céu. E parecem que não vão sair. Até que...antigos habitantes, imunizados aos discursos daquela cujo-nome-não-deve-ser-falado, resolvem se unir. Recusam as graças do REInaldo e não são submissos à Poderosa. São poucos e taxados de loucos. Mas a epidemia se espalha. E chega no meio do povo. E o povo sai no meio. Das ruas. Das escolas. Das praças. Todos gritando: " A realidade não é essa. Vamos descobri-la." E eles foram.
E até hoje tentam. A luta não acabou. E pode mudar a vida. Os poucos que gritam sabem que suas vozes poderão ser abafadas. Mas nunca apagadas.
E a mensagem de libertação sempre será anunciada. Até mesmo por meio de crônicas. Como esta que você acabou de ler.
Gilberto Nunes, professor e estudante de Letras da UEMA.
A Escola que não cola.
O que você faz sentado aqui? Só ouve? Aliás, ouve? Produz idéias? Reproduz idéias? O que fazemos na escola? O que a escola faz em nós?
É importante pensar no assunto porque a maioria das pessoas passa um tempo considerável " sentado nos bancos escolares" sendo ensinados. Ensinados? Não seria direcionados?. Para entender o problema , é preciso conhecer o conceito de "escola".
Na cabeça de muita gente, escola é " o lugar onde vou receber ensinamentos". Observe bem: receber ensinamentos! Nessa visão subentende-se que se vou receber é porque ainda não tenho. E o professor, símbolo maior do conhecimento e "dono" da informação, é o centro do ensino. Mas, isso é ensino? Isso é escola?
A palavra "educação" quer dizer " colocar para fora aquilo que está dentro de alguém". Educar é ajudar alguém a desenvolver algo que ele já possui. Não é ensinar regrinhas pré-estabelecidas ou conceitos superficiais. Também não é levar alunos a alcançarem médias padronizadas por um sistema educacional que visa mais a quantidade do que a qualidade, notas boas do que aquisição de conhecimento.
A escola que ensina a reprodução de pensamentos é ideal para manter um sistema desigual gerador de miséria. Somos mantidos aprisionados em um sistema educacional que fecha a visão das pessoas. Lembra? É o já famoso " estudo pra seletivo" É a centralização das matérias essenciais e desvalorização de outras. Não querem que você saiba, mas a revolução começa nas escolas.
É necessário voltar a pergunta inicial: " o que você faz sentado aqui?" Este é o ponto principal. A visão que você tem da escola é que vai guiar sua conduta de vida. A escola que produz pensamentos não vai te dar respostas prontas. Vai te ajudar a fazer perguntas. A entender o que está por trás da "realidade" que nos é apresentada. É este tipo de escola que devemos tentar construir.
Entendeu? Nós devemos construir. Não depende só do professor. Você é peça fundamental também. Questione, discuta,pergunte, informe-se, critique, participe, construa, compartilhe ensinamentos.
Esse tipo de escola que reproduz idéias do sistema dominante não cola. Ou pelo menos não deveria colar na mente de quem realmente quer mudar o quadro triste que temos no país.
Gilberto Nunes, professor de Língua Portuguesa da Escola Padre Maurício.
É importante pensar no assunto porque a maioria das pessoas passa um tempo considerável " sentado nos bancos escolares" sendo ensinados. Ensinados? Não seria direcionados?. Para entender o problema , é preciso conhecer o conceito de "escola".
Na cabeça de muita gente, escola é " o lugar onde vou receber ensinamentos". Observe bem: receber ensinamentos! Nessa visão subentende-se que se vou receber é porque ainda não tenho. E o professor, símbolo maior do conhecimento e "dono" da informação, é o centro do ensino. Mas, isso é ensino? Isso é escola?
A palavra "educação" quer dizer " colocar para fora aquilo que está dentro de alguém". Educar é ajudar alguém a desenvolver algo que ele já possui. Não é ensinar regrinhas pré-estabelecidas ou conceitos superficiais. Também não é levar alunos a alcançarem médias padronizadas por um sistema educacional que visa mais a quantidade do que a qualidade, notas boas do que aquisição de conhecimento.
A escola que ensina a reprodução de pensamentos é ideal para manter um sistema desigual gerador de miséria. Somos mantidos aprisionados em um sistema educacional que fecha a visão das pessoas. Lembra? É o já famoso " estudo pra seletivo" É a centralização das matérias essenciais e desvalorização de outras. Não querem que você saiba, mas a revolução começa nas escolas.
É necessário voltar a pergunta inicial: " o que você faz sentado aqui?" Este é o ponto principal. A visão que você tem da escola é que vai guiar sua conduta de vida. A escola que produz pensamentos não vai te dar respostas prontas. Vai te ajudar a fazer perguntas. A entender o que está por trás da "realidade" que nos é apresentada. É este tipo de escola que devemos tentar construir.
Entendeu? Nós devemos construir. Não depende só do professor. Você é peça fundamental também. Questione, discuta,pergunte, informe-se, critique, participe, construa, compartilhe ensinamentos.
Esse tipo de escola que reproduz idéias do sistema dominante não cola. Ou pelo menos não deveria colar na mente de quem realmente quer mudar o quadro triste que temos no país.
Gilberto Nunes, professor de Língua Portuguesa da Escola Padre Maurício.
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